1a incursão culinária: cozinhar com a alma, impregnando de amor os alimentos, adquire status de alquimia, de feitiçaria.
Os sabores amaciam velhas rixas, as durezas do corpo e até das rusgas se desfaz, alisadas pelo paladar. As máscaras caem, endurecidos, ganham expressão, cor, sorrisos, simpatia. Ganham humanidade.
(O cinema vai à mesa - Histórias e receitas) porque três são os grandes prazeres da vida: comida, sexo, e é claro o cinema. E não necesssariamente nesta ordem. Mas só o cinema pode conter os outros dois.
sábado, 9 de junho de 2012
Cenourinhas
Pense num gosto de infância. Pense numas bolinhas enroladas milimetricamente. Alaranjadas. Alaranjadas com açúcar. Era o meu preferido. Era o que eu mais queria em todos os aniversários. De gente pequena ou grande. E a Ziza fazia. Nunca mais comi. Mas até acho que vou fazer. Amanhã. Pra comer na segunda.
Cenourinhas
1kg de cenoura crua ralada
1 lata de leite condensado
02 vezes a mesma medida de açúcar
Misture todos os ingredientes e leve-os ao fogo. Mexende sempre até desprender da panela. Deixe esfriar e enrole no formato de cenourinhas, passando a seguir pelo açúcar refinado. Decore com galinhos verdes. Este doce deve ser feito de vespera.
Cenourinhas
1kg de cenoura crua ralada
1 lata de leite condensado
02 vezes a mesma medida de açúcar
Misture todos os ingredientes e leve-os ao fogo. Mexende sempre até desprender da panela. Deixe esfriar e enrole no formato de cenourinhas, passando a seguir pelo açúcar refinado. Decore com galinhos verdes. Este doce deve ser feito de vespera.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Biscoito de polvilho frito (bom)
1 pires de fubá, faz o angu com leite na panela. Junta 1 pires e meio de polvilho coado, 3 ovos, 1 colher de gordura, coalhada e sal a gosto. Frita-se. Bom para comer às 5 da tarde, na companhia dos netos. Essa é uma das muitas receitas de biscoito de polvilho de Dona Lourdes, ninguém sabe a verdadeira. Talvez tenha ido com ela. Enquanto isso tentamos imitar o biscoito quente, crocante e aconchegante que ela servia na mesa da cozinha, ainda envolta do cheiro do fubá com polvilho fritos e um café ralo, mas quente, ao gosto mineiro.
1 pires de fubá, faz o angu com leite na panela. Junta 1 pires e meio de polvilho coado, 3 ovos, 1 colher de gordura, coalhada e sal a gosto. Frita-se. Bom para comer às 5 da tarde, na companhia dos netos. Essa é uma das muitas receitas de biscoito de polvilho de Dona Lourdes, ninguém sabe a verdadeira. Talvez tenha ido com ela. Enquanto isso tentamos imitar o biscoito quente, crocante e aconchegante que ela servia na mesa da cozinha, ainda envolta do cheiro do fubá com polvilho fritos e um café ralo, mas quente, ao gosto mineiro.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
O primeiro arcabouço sociológico do doce, “Açúcar”, de Gilberto Freyre (1939) dá conta de uma predisposição brasileira para estimar o abuso do doce e condiciona a postura às terras quentes e à sensualidade. Padre Antônio Vieira, em suas primeiras impressões sobre o país, diz que “O Brasil é o açúcar”. E vai além: “É tão bom que só sendo pecado”,
A arte das receitas, algumas segredos de família, resiste ao tempo, repetindo-se ou recriando-se, afirmando-se pela repetição ou recriação. O que comemos reflete não apenas quem somos mas o que poderíamos vir a ser, cita Carmem Rial, em “Brasil: Primeiros Escritos Sobre Comida e Identidade” (UFSC-2000)
“No meio dos graves problemas sociais cuja solução buscam os espíritos investigadores no nosso século, a publicação de um manual de confeitaria só pode parecer vulgar a espíritos vulgares; na realidade, é um fenômeno eminentemente significativo. Digamos todo o nosso pensamento: é uma restauração, é a restauração do nosso princípio social.”
Machado de Assis, Crônicas, vol.IV,p.10 – citado em Gilberto Freyre, Açúcar
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